O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assinou um novo decreto que mantém o reajuste de cerca de 24% no salário mínimo para 2026, elevando-o a aproximadamente 2 milhões de pesos colombianos — o equivalente a cerca de R$ 2.819. A medida, anunciada originalmente em dezembro de 2025, havia sido questionada pelo Conselho de Estado, que solicitou justificativas técnicas complementares. O novo texto incorpora os estudos exigidos e preserva o aumento, descrito pelo governo como o maior registrado no país neste século.
A política salarial integra um conjunto mais amplo de reformas econômicas e trabalhistas implementadas pela atual gestão. Entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, a aprovação presidencial cresceu 11,1 pontos percentuais, segundo levantamento da organização Colombia Decide. Analistas apontam que, além do reajuste do salário mínimo, contribuíram para esse avanço medidas como a redução de aproximadamente 20 mil reais na remuneração de parlamentares e a diminuição da jornada semanal de trabalho de 48 para 42 horas.
Outras mudanças trabalhistas também tiveram impacto relevante. O adicional noturno foi ampliado em 35%, enquanto o pagamento de horas extras passou de 75% para 100% do valor da hora regular. O governo sustenta que essas iniciativas fortalecem a renda dos trabalhadores formais e estimulam o consumo interno, em um contexto de desafios econômicos e pressão inflacionária.
Além das alterações salariais, a administração promoveu cortes em isenções fiscais e ajustes estruturais em sua política econômica. Parte das propostas avançou com apoio de mobilização popular, uma vez que o Executivo não conta com maioria no Parlamento. A gestão argumenta que o conjunto de reformas busca recuperar o poder de compra da população e enfrentar desigualdades históricas, consolidando uma agenda voltada à ampliação de direitos sociais e à redistribuição de renda.





