O candidato ao Senado pela Federação PSOL/REDE, Marcelo Carvalho (REDE), vem ampliando sua presença no debate político baiano e adotou um tom contundente ao comentar as candidaturas da oposição. Em resposta às recentes declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre os nomes avaliados pela base do ex-prefeito ACM Neto, Carvalho afirmou que o gestor estaria “descolado da realidade do povo da Bahia”, ao utilizar a capital como principal referência para analisar o cenário eleitoral.
Durante suas declarações, Marcelo Carvalho também direcionou críticas ao ex-ministro e candidato ao Senado João Roma (PL). Segundo o candidato, Roma representa o avanço do bolsonarismo no estado e está associado ao grupo político que, em sua avaliação, contribuiu para o agravamento da situação social do país. “João Roma significa isso na Bahia: é Bolsonaro na Bahia”, afirmou Carvalho, reforçando sua posição contrária ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As críticas também alcançaram o senador Ângelo Coronel, que foi classificado por Marcelo Carvalho como um candidato “mofado”. O postulante argumentou que Coronel seria uma figura ultrapassada e que teria perdido a conexão com os trabalhadores que anteriormente apoiaram sua trajetória política. “É um candidato mofado, que não dialoga mais com o povo e que traiu o voto dos trabalhadores”, declarou, em uma fala que intensifica o confronto entre os concorrentes ao Senado.
Com um discurso de oposição e críticas diretas a adversários de diferentes grupos políticos, Marcelo Carvalho busca consolidar seu espaço na disputa eleitoral de 2026. Ao atacar João Roma e Ângelo Coronel, o candidato apresenta sua candidatura como uma alternativa ao cenário político tradicional e aposta na insatisfação de parte do eleitorado baiano. As declarações acrescentam novos elementos ao debate sobre a corrida pelo Senado, marcado pela disputa de espaço entre diferentes forças e projetos políticos na Bahia.








