A participação dos brasileiros que vivem no exterior aumentou no segundo turno da eleição presidencial, com destaque para Austrália e Nova Zelândia. Nesses dois países, o comparecimento às urnas cresceu em relação ao primeiro turno, reduzindo a abstenção e favorecendo uma votação mais expressiva para o presidente Lula (PT). Os dados foram divulgados pelo ICL Notícias.
Na Nova Zelândia, o número de eleitores que compareceram às urnas passou de 339 no primeiro turno para 526 no segundo, um crescimento de aproximadamente 55%. Com a maior participação, Lula ampliou sua votação de 234 para 418 votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 101 votos. O resultado reforça a vantagem do petista entre os brasileiros que participaram da votação no país.
Na Austrália, Lula também ampliou sua votação. O presidente conquistou cerca de 5,3 mil votos, correspondentes a mais de 64% dos votos válidos, contra aproximadamente 2,9 mil de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula havia obtido 56% e, no segundo, recebeu quase mil votos a mais, consolidando uma vantagem ainda maior.
O crescimento do comparecimento ganha relevância diante da elevada abstenção registrada no exterior no primeiro turno. Segundo o levantamento divulgado pelo ICL Notícias, 62% dos brasileiros aptos a votar fora do país não compareceram naquela etapa. Com a redução da abstenção no segundo turno, o eleitorado brasileiro no exterior participou mais ativamente da disputa e, em Austrália e Nova Zelândia, Lula terminou novamente à frente de Flávio Bolsonaro.








