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Exército do Lula alcança 7 milhões e amplia força nas redes sociais a quatro dias do segundo turno

A força do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (21). O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou a marca de 7 milhões de seguidores, consolidando-se como um dos principais instrumentos digitais de mobilização política nesta reta final do segundo turno das eleições presidenciais. O número chama atenção pelo ritmo acelerado de crescimento registrado nas últimas semanas.

Enquanto o canal ligado à campanha de Lula chega aos 7 milhões, a “Tropa do Flávio”, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para mobilizar apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), reúne cerca de 2 milhões de inscritos. A diferença evidencia o alcance alcançado pela estrutura digital lulista. Em 12 de outubro, o “Exército do Lula” contabilizava 3,7 milhões de seguidores e, apenas cinco dias depois, já havia ultrapassado a marca de 5 milhões. Na noite de terça-feira (20), o canal chegou a 6,3 milhões.

O crescimento também ocorreu em meio a uma disputa que ultrapassou as redes sociais e chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do “Exército do Lula”, impedindo a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens. A decisão, porém, foi posteriormente suspensa pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o funcionamento do canal e determinou que o caso fosse submetido ao plenário do TSE. Segundo análise técnica da própria Corte, não foram identificadas notícias falsas específicas no canal entre 2 e 11 de outubro, embora tenham sido apontadas evidências de ações coordenadas para ampliar o alcance de conteúdos.

A marca de 7 milhões de seguidores, alcançada a apenas quatro dias do segundo turno, reforça o peso das redes sociais na atual disputa presidencial e mostra a capacidade de mobilização da campanha de Lula no ambiente digital. O episódio também evidencia como WhatsApp, redes sociais e canais de comunicação direta com o eleitor se transformaram em ferramentas estratégicas para os candidatos. Com a eleição se aproximando, a disputa pela atenção e pelo engajamento dos brasileiros promete ganhar ainda mais intensidade nos próximos dias.

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