O rompimento político entre o prefeito Valderico Júnior e o grupo liderado pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro ganhou novos capítulos e movimentou os bastidores da política de Ilhéus. Antes mesmo de a ruptura se concretizar, Jabes participou de uma entrevista à Rádio Baiana, na qual comentou sua relação com o atual gestor e deixou transparecer que ainda apostava no diálogo para evitar um afastamento entre os grupos. Entretanto, o cenário mudou e os antigos aliados agora estão em lados opostos.
Durante a entrevista, Jabes demonstrou disposição para manter a relação política, mas também deixou um recado contundente sobre a possibilidade de enfrentamento. Em uma declaração que ganhou repercussão nos bastidores, afirmou: “Sou da paz, mas se quiser guerra, eu vou para a guerra”. A fala, em tom de alerta, evidenciou que o ex-prefeito não pretendia aceitar passivamente uma eventual ruptura e que estava disposto a reagir politicamente caso o rompimento se confirmasse.
Com a crise agora estabelecida, a declaração ganha ainda mais peso no cenário político municipal. O afastamento representa uma perda importante na articulação de Valderico Júnior, que terá de reorganizar sua base de sustentação política e administrar os reflexos da saída de aliados ligados a Jabes. O episódio também abre espaço para novas movimentações e rearranjos entre as forças políticas que disputam protagonismo em Ilhéus.
Nesse novo tabuleiro político, um nome que pode sair fortalecido é o da ex-candidata a deputada federal Adélia Pinheiro, que conquistou mais de 30 mil votos nas últimas eleições e demonstrou possuir uma expressiva base eleitoral no município. Com os antigos aliados em campos opostos, Adélia pode encontrar uma oportunidade para ampliar seu espaço e diálogo político. Enquanto isso, a disputa pelo controle dos bastidores e pela formação de novas alianças promete esquentar ainda mais o caminho até as eleições de 2028.








