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Morte de Adriele durante cirurgia plástica reacende antigas denúncias contra Rossini Ruback

A morte de Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante uma cirurgia plástica em Ilhéus, no sul da Bahia, voltou a colocar sob forte questionamento a atuação do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback. Adriele morreu na noite de 25 de agosto, após entrar no Hospital Vida para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), enquanto a causa da morte ainda depende das apurações periciais.

O que torna o episódio ainda mais preocupante é o histórico de denúncias envolvendo o médico. Segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo, Ruback responde atualmente a 29 ações judiciais relacionadas a danos morais e estéticos. Reportagens também recuperaram relatos de dezenas de mulheres que afirmam ter enfrentado complicações após procedimentos realizados pelo cirurgião, incluindo problemas no pós-operatório, necrose, abertura de pontos, dores, deformações e, em alguns relatos, procedimentos realizados sem anestesia. O assunto chegou a ser exibido pelo Fantástico, que informou ter recebido relatos de quase 60 mulheres contra Ruback e outro cirurgião.

Diante desse histórico, é inevitável questionar como tantas reclamações puderam se acumular sem que respostas mais contundentes fossem apresentadas. Em 2023, mulheres chegaram a se reunir para denunciar publicamente experiências que classificavam como negligência, erro médico e falta de acompanhamento. A situação ganha contornos ainda mais graves após a morte de Adriele, uma jovem de apenas 31 anos que, segundo familiares, viajou dos Estados Unidos para a Bahia para realizar os procedimentos. O caso agora precisa ser esclarecido com rigor, transparência e independência, principalmente para que a família tenha respostas e para que outras possíveis pacientes não sejam colocadas em situação de risco.

A defesa de Rossini Ruback nega irregularidades e afirma que o procedimento ocorreu em unidade hospitalar licenciada, com centro cirúrgico habilitado e acompanhamento de anestesiologista. Também sustenta que a morte teria relação com uma reação anestésica rara e imprevisível. Portanto, cabe às autoridades determinar o que efetivamente aconteceu e se houve ou não responsabilidade profissional. Mas uma coisa é incontestável: a morte de Adriele não pode ser tratada como apenas mais um episódio. Em meio a um histórico de denúncias e processos judiciais, o caso exige investigação séria e respostas à sociedade. Quando uma paciente entra para realizar um procedimento estético e não volta para casa, todas as circunstâncias precisam ser rigorosamente esclarecidas.

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