A aprovação da convocação do ex-ministro da Cidadania, João Roma, pela CPI do Crime Organizado do Senado coloca o político em uma situação delicada que pode ter reflexos diretos em sua carreira eleitoral. O ex-auxiliar do governo Jair Bolsonaro agora se vê no centro de investigações que envolvem o Banco Master, tornando seu nome associado a possíveis irregularidades financeiras. Para analistas políticos, a exposição pública decorrente do depoimento representa um risco considerável à sua imagem.
A obrigatoriedade do comparecimento, prevista nas regras das CPIs, transforma o chamado em um momento crítico para Roma. Diferente de convites informais, a convocação oficial obriga o ex-ministro a responder diretamente aos questionamentos dos senadores, o que aumenta a pressão sobre ele e amplia a repercussão midiática. Qualquer deslize ou resposta evasiva pode ser explorada tanto pela oposição quanto por setores da imprensa, intensificando o desgaste político.
O impacto, entretanto, não recai apenas sobre João Roma. O episódio pode refletir negativamente também em aliados próximos, como o prefeito de Salvador, ACM Neto, que mantém relações políticas estreitas com o ex-ministro. Para a campanha de 2026, o cenário se mostra desfavorável, com a possibilidade de desgaste eleitoral significativo, dificultando a consolidação de alianças e o fortalecimento da imagem pública de ambos.
Com a CPI também aprovando a quebra de sigilos relacionados ao Banco Master e empresas ligadas ao caso, a investigação tende a se aprofundar, aumentando a atenção sobre Roma e sua atuação no governo Bolsonaro. Especialistas apontam que, quanto mais detalhadas e públicas forem as informações levantadas, maior será o impacto sobre o histórico político do ex-ministro, potencialmente comprometendo suas chances em disputas eleitorais futuras e lançando sombras sobre aliados que dependem de sua imagem para manter capital político.





