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SUPER PSD‼️Avanço de Otto Alencar provoca irritação e ciúme na base de Jerônimo Rodrigues

A crescente influência do Otto Alencar dentro da base do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), já começa a provocar irritação entre partidos aliados. Nos bastidores da política baiana, lideranças governistas passaram a se referir ao movimento como o “Super PSD”, numa alusão ao espaço cada vez maior ocupado pelo partido nas estruturas de poder do estado. Segundo apuração do site Foco na Bahia, o avanço da legenda tem gerado críticas reservadas e sinais claros de “ciumeira” entre integrantes da própria base.

O Partido Social Democrático já acumula posições estratégicas e deve ampliar ainda mais sua presença na estrutura política estadual. Um dos exemplos mais citados é o comando da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), atualmente presidida pela deputada estadual Ivana Bastos, filiada ao PSD. O espaço conquistado pelo partido reforça a percepção entre aliados de que a legenda comandada por Otto Alencar vem consolidando um protagonismo crescente dentro do grupo governista.

Além disso, o grupo político conseguiu no ano passado emplacar o nome de Otto Alencar Filho para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE). Nos bastidores, também avança a articulação para que o deputado estadual Adolfo Menezes seja indicado para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM). Paralelamente, o PSD também busca indicar nomes para a suplência na chapa de reeleição do senador Jaques Wagner (PT) nas eleições de 2026 — uma vaga considerada estratégica, já que o petista pode assumir cargo em um eventual quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro ponto que tem alimentado o desconforto entre aliados é a possibilidade de o PSD também indicar o nome para vice na eventual chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores, sete quadros ligados ao partido aparecem como cotados: Ivana Bastos, Felipe Santana, Claudia Oliveira, Augusto Castro, Quinho, Adolfo Menezes e Alex da Piatã. O avanço da legenda tem provocado reação principalmente dentro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que não quer abrir mão da vice-governadoria atualmente ocupada por Geraldo Júnior. Siglas como o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) também demonstram nos bastidores sentimento de perda de espaço, embora aliados admitam que o peso político do PSD e a proximidade de Otto Alencar com o núcleo do governo dificultam qualquer reação mais dura neste momento.

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