O ex-prefeito de Salvador e liderança da oposição na Bahia, ACM Neto, afirmou no último sábado (22) que não poderia comentar o episódio envolvendo o deputado estadual Diego Castro e estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Durante agenda de campanha em Cachoeira, Neto foi questionado pelo Política ao Vivo sobre a agressão que ganhou ampla repercussão nos últimos dias, mas respondeu de forma direta: “Eu não acompanhei”. A declaração chamou atenção diante da dimensão que o caso alcançou na imprensa e nas redes sociais.
Diego Castro, que integra o grupo político aliado a ACM Neto, foi envolvido em uma confusão dentro da UFBA que terminou com agressões a estudantes. O episódio provocou críticas e forte repercussão pública, aumentando a pressão para que lideranças políticas se posicionassem sobre a conduta do parlamentar. Diante desse cenário, a decisão de ACM Neto de não comentar o caso por alegar desconhecimento acabou levantando questionamentos sobre a proximidade política entre os dois.
A justificativa, porém, não convenceu parte do público. Em tempos de informação instantânea, em que acontecimentos de grande repercussão circulam rapidamente por redes sociais, sites e aplicativos de mensagens, a afirmação de que não teria acompanhado o episódio causou estranheza. Uma leitora do Foco na Bahia resumiu a percepção em um comentário publicado em uma das postagens do portal: “Como é que ele não sabia, sendo que hoje com o celular é o que não falta são informações? Ele não está querendo se comprometer com o aliado dele.”
Mais do que uma simples resposta, a fala de ACM Neto abre espaço para um debate sobre responsabilidade política e posicionamento diante de situações envolvendo integrantes do próprio grupo. Mesmo que o ex-prefeito realmente não tivesse acompanhado todos os detalhes do episódio, a repercussão já era suficiente para justificar, ao menos, uma manifestação posterior sobre o caso. Ao optar pelo silêncio naquele momento, Neto acabou alimentando a interpretação de que estaria evitando um desgaste político com um aliado justamente quando aumentavam as cobranças por uma posição pública.








