O nome do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback voltou a ganhar repercussão na Bahia após a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante a madrugada desta terça-feira (26), no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. Segundo familiares, Adriele havia retornado dos Estados Unidos para realizar procedimentos estéticos com o profissional. A causa da morte ainda não foi esclarecida, e as circunstâncias do óbito deverão ser apuradas pelas autoridades. O caso, entretanto, reacende a atenção sobre o histórico público envolvendo o médico.
De acordo com informações disponíveis em seu próprio site profissional, Rossini é cirurgião plástico, possui CRM-BA 22.185 e RQE 13.817, afirma ter mais de dez anos de experiência e ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Sua formação inclui graduação em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos, residência em Cirurgia Geral no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, e especialização em Cirurgia Plástica pelo Hospital Mater Dei.
Mas é justamente o histórico de denúncias que tornou o nome do profissional conhecido para além dos consultórios. Em 2023, reportagens do UOL, SBT, Correio e Fantástico deram espaço a relatos de dezenas de mulheres que afirmaram ter sofrido complicações após procedimentos realizados pelo médico. Entre os relatos publicados estavam problemas no pós-operatório, feridas, deformidades e alegações de procedimentos realizados sem anestesia. O Cremeb informou, à época, a existência de denúncias que estavam sendo apuradas. As acusações foram apresentadas como relatos de pacientes e não significam, por si só, comprovação de responsabilidade médica.
Agora, com a morte de Adriele, um passado que já havia provocado repercussão nacional volta ao centro do debate. O caso de 2026 é diferente dos episódios denunciados anteriormente e precisa ser investigado de forma independente, principalmente para esclarecer a causa do óbito e verificar se houve alguma intercorrência relacionada aos procedimentos. O Foco na Bahia continuará acompanhando a investigação e buscando respostas junto à família, às autoridades, ao hospital e ao médico citado, garantindo o direito de manifestação de todos os envolvidos.








