A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro afastou preventivamente o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, localizada em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. O afastamento é válido até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em 27 de janeiro de 2026 para apurar supostas faltas injustificadas do servidor.
O procedimento foi aberto após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perder o mandato de deputado federal em 18 de dezembro de 2025. Com o encerramento do mandato parlamentar, a corporação determinou o retorno imediato ao cargo efetivo, do qual estava formalmente afastado para exercer a função eletiva. Segundo a portaria que instaurou o PAD, ele não reassumiu as atividades e teria permanecido ausente de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos.
A medida consta na Portaria nº 142, de 10 de fevereiro de 2026, assinada pelo corregedor regional da PF no estado, e prevê a entrega da carteira funcional e da arma de fogo institucional. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26), data a partir da qual passou a contar o prazo de cinco dias úteis para cumprimento das determinações administrativas.
O Processo Administrativo Disciplinar poderá resultar na demissão do servidor, a depender das conclusões da apuração interna. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e responde como réu por coação no curso do processo, em investigação relacionada à sua atuação no exterior contra autoridades brasileiras.





