A corrida pela Prefeitura de Buerarema em 2028 já começa a ganhar contornos de uma verdadeira guerra nos bastidores. O que parecia ser apenas uma articulação política agora tem ingredientes de uma disputa familiar que promete movimentar o cenário municipal. Os ex-prefeitos Orlando Filho e seu filho, Vinícius Ibrann, ambos filiados ao União Brasil, aparecem como possíveis candidatos ao comando do Executivo, alimentando especulações sobre quem, de fato, liderará o grupo político na próxima eleição.
Em conversa com o Portal Central de Política, Orlando Filho confirmou que pretende disputar novamente a Prefeitura de Buerarema. O ex-prefeito argumenta que, após ter sua candidatura barrada pela Justiça Eleitoral em 2020 e ver o filho assumir a missão de concorrer e vencer a eleição, chegou a sua vez de retornar à disputa. Orlando também defende que Vinícius já conquistou espaço suficiente na política e deveria buscar novos desafios, como a Câmara dos Deputados ou até mesmo um cargo de destaque em um eventual governo de ACM Neto, caso o ex-prefeito de Salvador vença a eleição para governador.
Apesar das declarações do pai, Vinícius Ibrann tratou de minimizar qualquer possibilidade de conflito familiar. Segundo ele, a escolha do candidato do União Brasil será feita de forma coletiva e dentro do grupo político. No entanto, nos bastidores, o discurso de unidade não tem sido suficiente para afastar os comentários de que há uma disputa silenciosa pela liderança do grupo, especialmente após o rompimento entre Vinícius e o atual prefeito Gel da Farmácia, seu antigo aliado e sucessor nas eleições de 2024.
O cenário se torna ainda mais imprevisível com o surgimento de outros nomes, como a vice-prefeita Taiane Pereira, além do próprio Gel da Farmácia e Diego Gonzaga, que também são apontados como possíveis candidatos em 2028. Com tantos interesses em jogo, a sucessão em Buerarema promete ser uma das mais disputadas da região. A grande dúvida é se o União Brasil conseguirá preservar a unidade ou se a disputa por espaço político acabará transformando antigos aliados — e até familiares — em adversários nas urnas.






