A LaLiga condenou, na última quinta-feira (15), os insultos racistas dirigidos ao atacante Vinícius Júnior antes da partida contra o Albacete, válida pelas oitavas de final da Copa do Rei, no estádio Carlos Belmonte. Em nota oficial, a entidade foi enfática ao afirmar que não há espaço para o racismo, seja dentro ou fora dos estádios, e reforçou seu apoio ao jogador brasileiro. Em campo, o Real Madrid acabou sendo eliminado da competição após a derrota por 3 a 2.
As ofensas partiram de um grupo de torcedores do lado externo do estádio e aconteceram antes do início da partida, na qual Vinícius Júnior começou como titular. O episódio gerou forte repercussão, com manifestações de solidariedade ao atleta e críticas contundentes à conduta dos responsáveis pelos ataques. Companheiros de equipe também se posicionaram, cobrando providências mais rigorosas e punições exemplares para coibir esse tipo de comportamento.
O caso reforça um histórico preocupante de episódios de racismo sofridos por Vinícius Júnior no futebol espanhol. Nos últimos anos, torcedores já foram condenados por crimes de ódio em situações envolvendo partidas contra Valencia e Valladolid, além do episódio marcante da efígie com a camisa do jogador pendurada em uma ponte antes de um jogo, em 2023. Esses acontecimentos evidenciam a recorrência dos ataques e a gravidade do problema.
Apesar das condenações judiciais e dos acordos firmados em casos anteriores, novos episódios continuam surgindo, mostrando que as medidas adotadas até o momento ainda são insuficientes. A persistência do racismo nos estádios expõe a necessidade de ações mais firmes e eficazes por parte das autoridades esportivas, clubes e órgãos de segurança, para garantir um ambiente verdadeiramente seguro, respeitoso e livre de discriminação.






