O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais um passo histórico em favor da inclusão, da educação e do reconhecimento dos povos originários ao sancionar a Lei nº 15.418/2026, que cria oficialmente a Universidade Federal Indígena (Unind), a primeira instituição federal de ensino superior indígena do Brasil. Publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (28), a iniciativa representa um marco para a valorização da diversidade cultural e para a ampliação do acesso à educação superior no país.
Com sede em Brasília e previsão de início das atividades acadêmicas em 2027, a Unind nasce com a expectativa de atender até 2,8 mil estudantes nos próximos quatro anos. A nova universidade foi concebida para promover ensino, pesquisa e extensão em diálogo direto com os saberes tradicionais indígenas, fortalecendo a preservação das culturas, histórias, línguas e memórias dos povos originários brasileiros.
A criação da instituição também reforça o compromisso do governo Lula com a promoção da justiça social e da igualdade de oportunidades. Inicialmente, a universidade ofertará 10 cursos de graduação, com previsão de expansão para até 48 cursos em áreas estratégicas como saúde, direito, agroecologia, engenharias, tecnologias, gestão ambiental e formação de professores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos territórios indígenas e de todo o país.
Outro aspecto inovador da nova universidade é a garantia da participação das comunidades indígenas em seus processos seletivos e na própria gestão da instituição. A legislação determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados exclusivamente por professores indígenas, fortalecendo a autonomia e o protagonismo desses povos. A medida é vista como uma das mais importantes conquistas da educação indígena brasileira e consolida o legado do presidente Lula na construção de políticas públicas voltadas à inclusão e ao reconhecimento da diversidade cultural do Brasil.







