A aprovação, em primeiro turno, da PEC que prevê o fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados marcou um momento histórico para os trabalhadores brasileiros e reforçou a força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na condução de pautas voltadas à valorização da classe trabalhadora. Com ampla maioria de 472 votos favoráveis contra apenas 22 contrários, a proposta representa um avanço significativo nas relações de trabalho e reacende o debate sobre qualidade de vida, dignidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal no Brasil.
O texto aprovado estabelece uma mudança gradual na jornada semanal de trabalho. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a carga horária passará das atuais 44 horas para 42 horas semanais, garantindo ainda dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após 12 meses, a jornada máxima será definitivamente reduzida para 40 horas semanais. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal, onde a expectativa é de intensa mobilização popular pela aprovação definitiva.
A conquista é resultado direto da pressão das ruas e da articulação de trabalhadores, movimentos sociais e sindicatos em todo o país. A mobilização popular teve papel decisivo para mudar o cenário político dentro do Congresso Nacional, fazendo inclusive parlamentares da direita e extrema-direita alterarem seus posicionamentos diante da forte repercussão social da pauta em ano eleitoral. A PEC, apresentada pela deputada Erika Hilton em parceria com Rick Azevedo e o Movimento VAT, tornou-se símbolo de uma nova fase das lutas trabalhistas no Brasil.
Nos bastidores de Brasília, aliados do governo destacam que a articulação política do presidente Lula foi fundamental para consolidar apoio à proposta e fortalecer o debate sobre direitos sociais no país. Reconhecido historicamente por sua ligação com os trabalhadores, Lula volta a ter protagonismo em uma pauta considerada transformadora para milhões de brasileiros. A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 é vista por apoiadores como mais uma demonstração da força popular e política do governo federal na defesa de melhores condições de vida para quem move a economia do país.







