A ausência do deputado federal Nikolas Ferreira durante a votação de um projeto que prevê auxílio emergencial para vítimas das enchentes em Minas Gerais gerou forte repercussão política e indignação entre parlamentares e parte da opinião pública. O Projeto de Lei nº 793/26, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (5), trata de medidas de apoio às famílias atingidas pelas fortes chuvas que devastaram a Zona da Mata mineira e deixaram mais de 70 mortos no estado. Mesmo sendo um dos principais representantes do estado no Congresso, Nikolas não registrou presença na sessão no momento da deliberação.
A votação ocorreu em formato semipresencial e simbólico, modelo em que não há registro individual dos votos dos parlamentares. Ainda assim, o painel de presença mostrou que Nikolas Ferreira estava ausente no momento da análise do projeto. Um vídeo divulgado pelo deputado Alencar Santana evidenciou o painel do plenário com o nome do parlamentar em branco, confirmando que ele não havia marcado presença na sessão até o instante em que a matéria foi aprovada.
Na gravação, logo após a constatação das presenças, a sessão foi conduzida pela deputada Delegada Katarina, que presidia os trabalhos naquele momento e anunciou a aprovação do projeto, encaminhando a proposta para análise do Senado Federal. Curiosamente, o registro de presença de Nikolas só ocorreu minutos depois do encerramento da votação, às 13h40, o que reforçou as críticas sobre sua ausência em uma pauta considerada urgente para o próprio estado que o elegeu.
Procurado pela imprensa, o deputado alegou que estava em missão oficial e que se encontrava em um voo sem acesso à internet. A viagem havia sido autorizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Apesar da justificativa formal, o episódio reacendeu críticas sobre a postura do parlamentar, que frequentemente se apresenta como defensor do povo, mas tem sido cobrado por posições e ausências em votações consideradas fundamentais para a população que representa. Para muitos críticos, o discurso em defesa dos mais vulneráveis perde força quando não se traduz em presença e participação efetiva nas decisões que impactam diretamente a vida dos cidadãos.





