O porta-voz estadual da Rede Sustentabilidade, Marcelo Carvalho, defendeu, na última quarta-feira (4), que os vereadores de oposição apresentem uma candidatura própria para disputar a presidência da Câmara Municipal de Salvador. A manifestação ocorre após o atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), declarar, na segunda-feira (2), apoio ao vereador Alexandre Aleluia (Novo) como seu sucessor.
Atualmente, Aleluia conta com o apoio declarado de 35 dos 43 vereadores da capital baiana, o que o coloca em posição bastante favorável na disputa. Apesar da articulação política, Marcelo Carvalho criticou a possibilidade de sua eleição e classificou o cenário como um possível “retrocesso político e democrático”, fazendo referência ao posicionamento ideológico do parlamentar, que já teve aproximação com o bolsonarismo e hoje se apresenta como político de direita e conservador.
Para Marcelo, a presidência da Câmara de Salvador precisa estar alinhada ao fortalecimento da democracia e distante de posições que considera extremistas. O dirigente da Rede Sustentabilidade também cobrou uma reação da oposição e defendeu que os vereadores não deixem a disputa ser definida sem apresentar uma alternativa política ao nome apoiado pela atual presidência.
“Salvador precisa caminhar com o resto do Brasil e com o mundo. Estamos vivendo uma retomada do fortalecimento da democracia e do banimento definitivo da política dos extremistas, mas parece que a Câmara Municipal de Salvador não está enxergando isso”, afirmou Marcelo. Ele ainda classificou Aleluia como um “pseudoex-bolsonarista” e pediu que a sociedade cobre dos vereadores um posicionamento contrário à sua eventual eleição, que, em sua avaliação, representaria a chegada de um político antidemocrático ao comando da primeira Câmara Municipal do país.








