Uma advogada da cidade de Ipiaú, no centro-sul da Bahia, utilizou as redes sociais para relatar uma ocorrência envolvendo ela, colegas de profissão e policiais militares na noite do último domingo (18). Marina Carmo afirmou ter sido alvo de difamação e insultos verbais enquanto tentava exercer sua atividade profissional. Segundo o relato, a situação teve início por volta das 23h30, quando ela foi acionada pela família de um cliente para acompanhar um flagrante em via pública e, por estar impossibilitada de se deslocar naquele momento, solicitou que seu colega de escritório, o advogado Jean, fosse até o local para prestar o atendimento inicial.
De acordo com Marina, a situação passou a causar estranhamento quando o colega interrompeu repentinamente a comunicação, deixando de responder mensagens e recusando ligações. Ao entrar em contato com familiares do cliente, ela foi informada de que Jean havia sido detido por policiais militares. Ao chegar pessoalmente ao local, a advogada relatou ter sido recebida de forma agressiva pela guarnição. “Já pediram para eu descer do carro gritando ‘polícia, polícia’. Eu me identifiquei, tentei acalmar os agentes, mas fui informada de que o Dr. Jean estava preso porque, segundo um policial, o réu teria dito que um advogado viria salvá-lo”, declarou.
Ainda segundo a advogada, houve violação de prerrogativas profissionais, pois o colega já estaria rendido, com uma arma apontada para a cabeça, além de ter seu notebook e celular apreendidos. Marina relatou também que os policiais teriam forçado Jean a desbloquear o aparelho celular, o que, conforme destacou, configura grave irregularidade. Para ela, o episódio extrapolou o limite do procedimento legal e se transformou em uma situação de abuso de autoridade e constrangimento.
O relato se agravou com a denúncia de ofensas pessoais direcionadas à sua atuação profissional. “Ele começou a me difamar, falando que éramos advogados de bandido e que eu tinha participação direta em todos os homicídios ocorridos na cidade, me chamando de bandida”, afirmou Marina, classificando o episódio como caótico e humilhante. Procurada, a Polícia Militar não se manifestou sobre a ocorrência até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.






