A assessoria jurídica do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback entrou em contato com o Foco na Bahia nesta quarta-feira (26) e encaminhou uma nota pública de esclarecimento sobre a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, após procedimentos cirúrgicos realizados em um hospital particular de Ilhéus. O documento foi enviado pelo escritório Lordello Achy Riella Conrado Advogados, responsável pela defesa jurídica do médico, que manifestou solidariedade aos familiares e amigos da paciente e apresentou a versão da defesa sobre o atendimento.
Segundo a nota, o procedimento foi realizado em uma unidade hospitalar regularmente licenciada, em centro cirúrgico habilitado e com acompanhamento de médica anestesiologista durante todo o ato. A defesa também afirma que Rossini é médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM) e possui Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Conforme o documento, a cirurgia teria transcorrido sem intercorrências até que, no período após o procedimento, Adriele apresentasse uma alteração grave e inesperada em seu quadro clínico.
De acordo com a defesa, os sinais apresentados pela paciente foram identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com um possível quadro de hipertermia maligna, uma condição rara e potencialmente fatal associada a uma reação do organismo a determinados agentes utilizados em anestesia. A nota afirma que medidas emergenciais foram adotadas imediatamente, incluindo a administração de medicação específica e manobras de estabilização, com participação de um cardiologista. Apesar das intervenções realizadas pela equipe, Adriele não teria respondido às medidas terapêuticas e morreu.
A assessoria jurídica também contestou informações de que o cirurgião teria abandonado o hospital após a morte da empresária. Segundo a nota, depois das providências assistenciais e do registro do óbito, ocorreu um episódio de violência e depredação dentro da unidade hospitalar. A defesa sustenta que as circunstâncias da morte ainda devem ser devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes e que a manifestação apresentada representa a versão do médico e de seus representantes legais sobre os fatos. O caso segue sob apuração, e novas informações poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias que antecederam o desfecho trágico.







