O cenário político na Bahia ganhou novos contornos após aliados do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, admitirem nos bastidores que o grupo acendeu o sinal de alerta diante das recentes notícias que associam o pré-candidato ao governo ao Banco Master. A repercussão do caso gerou preocupação entre integrantes da oposição, especialmente pelo potencial impacto na imagem do líder político em um momento estratégico de pré-campanha.
Mesmo após ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, utilizar as redes sociais para afirmar que os valores recebidos da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro referem-se à prestação de serviços de consultoria, aliados próximos se mobilizaram para conter o desgaste. A estratégia adotada envolveu uma rápida reação pública de lideranças políticas com o objetivo de desviar o foco das acusações.
Em coletiva realizada na última segunda-feira (16), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o vereador Kiki Bispo protagonizaram uma ofensiva ao direcionar críticas ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Durante o encontro com a imprensa, ambos defenderam que o chefe do Executivo estadual deve esclarecimentos sobre repasses relacionados a precatórios do Fundef, ampliando o embate político entre governo e oposição.
Kiki Bispo foi mais incisivo ao levantar questionamentos sobre a relação entre o Banco Master e gestões anteriores do governo estadual, citando ainda a participação da instituição em processos como a venda da Ebal e a operacionalização de consignados. O vereador também mencionou supostas concessões envolvendo pagamentos de precatórios e recursos do Fundeb, afirmando que tanto Rui Costa quanto Jerônimo Rodrigues precisam prestar esclarecimentos. As declarações acirraram ainda mais o clima político no estado, sinalizando uma disputa cada vez mais intensa no cenário pré-eleitoral.





