O senador Ângelo Coronel decidiu se filiar ao União Brasil após dias de forte turbulência política e articulações nos bastidores, motivadas pela tentativa de empurrar o PSD, presidido na Bahia por Otto Alencar, para a oposição. O movimento gerou desgaste interno, ruídos públicos e expôs um cenário de instabilidade que colocou em xeque a condução política do parlamentar.
Durante a semana mais tensa, Coronel chegou a ensaiar uma ida para o Republicanos, numa tentativa clara de garantir protagonismo e controle partidário no estado. A articulação, no entanto, não avançou como esperado, sobretudo pela impossibilidade de assegurar o comando estadual da sigla — fator determinante para o recuo. Oficialmente, o senador evitou anúncios, mas nos bastidores a decisão já estava praticamente selada.
A escolha pelo União Brasil, partido liderado na Bahia por ACM Neto, é vista por aliados e críticos como uma saída pragmática, porém controversa. Para setores da política baiana, a mudança revela mais um capítulo do comportamento errático de Coronel, que priorizou interesses estratégicos pessoais em meio a um cenário de crise, contribuindo para o acirramento das tensões dentro do próprio campo político ao qual esteve ligado.
Com a filiação, a expectativa é que os filhos do senador, Diego Coronel e Ângelo Filho, também acompanhem o novo caminho partidário. A movimentação, no entanto, reforça críticas de que Ângelo Coronel optou por uma reacomodação de poder em vez de atuar como agente de estabilidade política, deixando um rastro de incertezas e questionamentos sobre sua postura e compromisso com alianças construídas ao longo do tempo.





