O Senado Federal aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A matéria recebeu 48 votos favoráveis e apenas um contrário. Apesar de ainda precisar superar o segundo turno, a votação representa um avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros e fortalece politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que colocou a redução da jornada e o fim da escala 6×1 no centro do debate nacional.
A aprovação também reforça uma mensagem política importante: Lula conseguiu transformar uma reivindicação histórica dos trabalhadores em uma das principais pautas do Congresso Nacional. A mobilização nas ruas, nos sindicatos e entre os trabalhadores ganhou força com o apoio do presidente, que abraçou publicamente a proposta e pressionou para que o tema avançasse. Para sua base política, o resultado representa uma demonstração de que o governo está conectado com demandas concretas da população que vive diariamente a realidade de jornadas extensas e pouco tempo para descanso e convivência familiar.
Pelo texto aprovado, a jornada máxima de trabalho será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado. A proposta prevê ainda que a redução da jornada não implique redução salarial. Na prática, a mudança poderá significar mais tempo para a família, lazer, estudos e descanso, mantendo a remuneração dos trabalhadores.
A PEC ainda precisará ser aprovada em segundo turno no Senado antes de avançar para as próximas etapas do processo legislativo. Mas o primeiro turno já produz um forte efeito político: a pauta que nasceu da pressão dos trabalhadores ganhou o Congresso e passou a ser diretamente associada à atuação de Lula. Em um momento de intensa disputa política, o avanço do fim da escala 6×1 pode ampliar ainda mais a identificação do presidente com a classe trabalhadora e fortalecer seu discurso de defesa dos direitos sociais e de melhores condições de vida para o povo brasileiro.








