A candidata a deputada federal pelo PT, Elen Coutinho, adotou um discurso firme durante caminhada em Periperi, em Salvador, ao criticar a posição atribuída a ACM Neto no debate sobre a possível mudança da escala 6×1. Em sua fala, Elen questionou a ideia de indenizar empresários diante de uma eventual redução da jornada e fez uma comparação histórica com o período da abolição da escravidão. A discussão sobre compensações aos empregadores integra atualmente o debate nacional sobre a redução da jornada de trabalho.
Com tom contundente, Elen afirmou que a prioridade deve ser discutir as condições de vida de quem trabalha seis dias por semana e tem apenas um dia de descanso. A candidata questionou quem compensaria o tempo perdido longe dos filhos, o descanso reduzido e a dificuldade de conciliar trabalho, família e vida pessoal. A defesa do fim da escala 6×1 é uma das pautas que Elen vem associando à sua atuação política e ao discurso de valorização dos trabalhadores.
Durante o discurso, Elen também destacou a necessidade de ampliar a representação política de setores historicamente menos presentes nos espaços de poder. Segundo ela, mulheres, mulheres negras e pessoas das periferias precisam ocupar mais espaços de decisão para defender pautas relacionadas às suas realidades. A candidata apresentou sua mensagem como uma disputa entre estruturas de poder e a mobilização popular, convocando seus apoiadores a transformar essa força social em representação política.
Ao encerrar sua fala, Elen reforçou sua campanha ao lado do presidente Lula e convocou a militância para seguir mobilizada. Com discurso direto e marcado pela defesa dos direitos trabalhistas, a candidata vem buscando se apresentar ao eleitorado como uma voz ligada às periferias, às mulheres e à classe trabalhadora. Na caminhada em Periperi, a crítica à escala 6×1 e ao posicionamento atribuído a ACM Neto tornou-se um dos principais pontos de sua manifestação.








