O candidato a deputado estadual Magno Lavigne (Rede Solidariedade) manifestou solidariedade à ialorixá Mãe Deca e à comunidade do Ilê Axé Tonan Onirê, localizado no distrito de Acupe, em Santo Amaro, após a religiosa denunciar supostos episódios de racismo religioso, destruição de patrimônio sagrado e ameaça de morte. O caso ganhou repercussão na Bahia após a denúncia de que um assentamento dedicado ao orixá Exu teria sido destruído por duas vezes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Magno Lavigne criticou o episódio e defendeu que o caso seja investigado e que haja responsabilização, caso as acusações sejam confirmadas. Segundo o relato apresentado por Mãe Deca, um pastor identificado como Sandro teria destruído o assentamento localizado em frente ao terreiro nos dias 3 e 30 de agosto. “Ela denunciou ataques religiosos feitos por um pastor, que foi lá e simplesmente se achou no direito de destruir um assentamento de Exu”, afirmou o candidato.
Magno também destacou a importância histórica de Acupe e relacionou a denúncia à defesa da liberdade religiosa e da preservação das tradições de matriz africana. Para o candidato, episódios dessa natureza precisam receber atenção das autoridades e não podem ser tratados com indiferença. “Defendemos que se faça justiça: primeiro, punição exemplar a esse pastor pela sua intolerância religiosa”, declarou, ao prestar apoio a Mãe Deca e à comunidade religiosa.
A denúncia também envolve uma suposta ameaça de morte contra a ialorixá Vanderlinda da Silva Santos, conhecida como Mãe Deca. Segundo informações divulgadas pela imprensa baiana, a Polícia Militar realizou rondas na região para reforçar a segurança da comunidade religiosa, enquanto informações atribuídas à Polícia Civil apontam que o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça em 12 de setembro, com indiciamento do suposto autor. O caso mantém em evidência o debate sobre racismo e intolerância religiosa e sobre a proteção aos espaços de religiões de matriz africana.








