O vereador Tiago Medrado, de Canavieiras, fez duras críticas à gestão municipal durante pronunciamento na Câmara e levantou questionamentos sobre os gastos realizados pela Prefeitura com serviços de recarga, aquisição de tintas e manutenção de impressoras. Segundo os dados apresentados pelo parlamentar, o município teria movimentado R$ 376.384,00 em um ano com esse tipo de serviço. Para Medrado, os valores precisam ser esclarecidos e submetidos a uma análise detalhada para verificar a compatibilidade entre os equipamentos existentes e os serviços pagos.
Um dos pontos destacados pelo vereador foi o mês de dezembro de 2025. De acordo com o levantamento apresentado por ele, somente naquele mês foram pagos R$ 74.900,00 à empresa contratada. Medrado afirmou ainda que, apenas em aquisição de tintas, teriam sido contabilizadas 938 unidades, correspondentes a um pagamento de R$ 38.270,00. A partir desses números, o vereador estimou que os serviços contratados poderiam representar uma capacidade de impressão de aproximadamente 1,4 milhão de páginas somente naquele mês, questionando a necessidade e a dimensão dos gastos.
Ao ampliar o pronunciamento, Tiago Medrado relacionou os questionamentos sobre o contrato a outros problemas que, segundo ele, continuam afetando o município. O vereador citou o fechamento do ginásio de esportes, problemas na pavimentação das ruas, deficiência na iluminação pública e dificuldades na área da saúde, incluindo relatos relacionados à disponibilidade de medicamentos. Também questionou despesas envolvendo um veículo da Guarda Municipal e afirmou que a população vem cobrando dos vereadores respostas para os problemas enfrentados no dia a dia.
Diante dos números apresentados, o parlamentar informou que solicitou à Prefeitura a relação completa das impressoras registradas no Inventário de Bens Patrimoniais do Município, especialmente os equipamentos vinculados às Secretarias de Educação, Saúde e Administração. A medida, segundo Tiago Medrado, pretende permitir a comparação entre a quantidade de impressoras, o consumo de tintas e recargas e os valores pagos pelo município. O vereador reforçou que continuará cobrando informações e classificou a fiscalização dos recursos públicos como uma obrigação do Legislativo.








