O ex-prefeito de Ilhéus e candidato a deputado estadual, Mário Alexandre (Marão – Avante), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 974.931,27 para as eleições de 2026. O valor representa um crescimento de aproximadamente 300% em relação aos R$ 327.986,95 informados nas eleições municipais de 2020. A evolução patrimonial chama atenção por ter ocorrido durante o período em que Marão esteve à frente da Prefeitura de Ilhéus, despertando questionamentos e ampliando o debate sobre a evolução de bens de agentes públicos.
Os dados oficiais mostram que o patrimônio declarado por Marão passou a ser superior ao do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que registrou R$ 886.548,53 em bens após retificar sua declaração junto à Justiça Eleitoral. No caso do governador, a maior parte do patrimônio está concentrada em aplicações financeiras e investimentos devidamente discriminados na prestação de contas. A comparação entre os dois patrimônios inevitavelmente gera repercussão política e alimenta discussões sobre transparência e prestação de contas.
No caso de Marão, o aumento superior a R$ 646 mil em seis anos ocorre justamente no período em que exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito de Ilhéus. Embora a declaração de bens seja um instrumento legal e os valores sejam autodeclarados pelos candidatos, a expressiva evolução patrimonial tende a despertar interesse da opinião pública, especialmente em um momento em que a sociedade cobra cada vez mais clareza sobre a origem e a evolução do patrimônio de ocupantes de cargos públicos.
Até o momento, não há qualquer decisão judicial que aponte irregularidade na declaração apresentada por Marão. Ainda assim, o crescimento patrimonial passa a integrar o debate político da campanha para a Assembleia Legislativa da Bahia, reforçando a necessidade de transparência e de esclarecimentos sempre que houver evolução significativa de patrimônio durante o exercício de funções públicas. Em um cenário de forte fiscalização por parte da sociedade, a confiança do eleitor também depende da capacidade dos candidatos de prestar contas de forma clara e convincente sobre a evolução de seus bens.








