A polêmica envolvendo a Escola Comunitária São Boaventura ganhou um novo capítulo após a diretora da unidade, Sirley Marinho de Carvalho, divulgar uma carta aberta à população apresentando sua versão dos fatos. O documento coloca em xeque o discurso adotado pela Prefeitura de Canavieiras, que havia classificado como “fake news” as informações sobre uma possível desocupação da escola para dar lugar à instalação provisória de um hospital. Com a manifestação da gestora, o debate passa a ser sustentado por relatos detalhados e questionamentos que exigem esclarecimentos públicos.
Na carta, Sirley afirma que participou de reuniões com representantes da administração municipal, nas quais teria sido comunicada de que a escola deveria ser desocupada em um prazo de 15 dias. Ela também relata ter visitado imóveis apresentados como alternativa para o funcionamento da unidade, mas afirma que os espaços não possuíam condições adequadas para receber alunos, professores e demais profissionais da educação. As declarações contrastam diretamente com a narrativa oficial apresentada pela Prefeitura.
A diretora também rebate insinuações de que teria sido responsável pelo vazamento das informações, afirmando que existem registros, conversas e testemunhas capazes de comprovar tudo o que foi relatado em sua carta. Diante dessas declarações, cresce o questionamento sobre a condução da comunicação por parte da gestão municipal. Quando um agente público ou servidor apresenta uma versão fundamentada e compatível com os acontecimentos narrados por diversos envolvidos, a simples classificação de críticas como “fake news” deixa de responder às dúvidas da sociedade.
A forte repercussão do caso mobilizou pais, professores, moradores e a imprensa, contribuindo para que a Prefeitura recuasse da proposta de utilizar a escola como sede provisória do hospital. Agora, diante das declarações públicas da diretora, aumenta a expectativa para que a administração municipal apresente uma resposta oficial, esclareça as divergências entre as versões e demonstre, com transparência, quais foram as decisões efetivamente discutidas nos bastidores e os motivos que levaram à mudança de posição.








