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Governo Lula reage com firmeza e defende soberania após investigação dos EUA contra o Brasil

O governo federal reagiu na última terça-feira (2) à conclusão preliminar de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que pode resultar na imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto adotou tom firme em defesa da soberania nacional e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está comprometido em proteger os interesses do Brasil diante de eventuais medidas comerciais.

Segundo o governo, a apuração aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) teve início em julho de 2025 e estaria relacionada a movimentações políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A nota cita que a investigação teria sido influenciada por articulações internacionais que, na avaliação do Planalto, buscam interferir em temas internos do país.

O comunicado também menciona a viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington, apontando que ações de interlocutores políticos brasileiros no exterior podem ter contribuído para o agravamento do cenário diplomático e comercial. No texto, o governo critica o que classifica como iniciativas que não representam os interesses institucionais do Estado brasileiro e reforça a necessidade de preservação da soberania nacional.

Entre os pontos citados na investigação norte-americana está o sistema de pagamentos instantâneos Pix, operado pelo Banco Central. O governo brasileiro contesta qualquer alegação de práticas comerciais desleais e destaca que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil há mais de uma década, defendendo que não há justificativa técnica para medidas punitivas contra o país.

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