O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ocupar um papel de destaque no cenário internacional ao participar, neste sábado (18), da Global Progressive Mobilisation, em Barcelona, na Espanha. O encontro reuniu lideranças progressistas de diversos países em um momento considerado decisivo para o futuro da democracia global, diante do crescimento da extrema-direita em várias nações. A presença de Lula reforça o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais e evidencia sua capacidade de dialogar com diferentes correntes políticas em defesa de pautas sociais e democráticas.
Durante seu discurso, Lula adotou um tom autocrítico ao analisar a trajetória recente do campo progressista, destacando a necessidade de revisão de estratégias e posicionamentos. Ao afirmar que a esquerda, em muitos momentos, se limitou a administrar o neoliberalismo, o presidente trouxe à tona um debate relevante sobre coerência política e compromisso com os programas defendidos em campanha. A fala evidencia maturidade política e disposição para enfrentar erros, apontando caminhos para uma reconstrução mais sólida e alinhada às demandas populares.
O presidente também destacou como a extrema-direita tem se apropriado do discurso “antissistema”, ocupando um espaço que, historicamente, foi associado às lutas populares. Para Lula, esse fenômeno é resultado direto da frustração social diante de promessas não cumpridas, o que reforça a urgência de políticas públicas efetivas. Ao listar as reais demandas da população — como alimentação digna, moradia, saúde, educação e trabalho de qualidade —, o líder brasileiro resgata a essência das pautas progressistas e reafirma o compromisso com a melhoria concreta da vida das pessoas.
Além disso, Lula defendeu a necessidade de uma atuação global articulada, ressaltando que os desafios contemporâneos ultrapassam fronteiras nacionais. Ao criticar os altos investimentos em guerras e armamentos, o presidente reforçou a importância de redirecionar recursos para combater a fome, fortalecer a saúde e enfrentar a crise climática. Sua fala consolida uma visão política que combina justiça social, responsabilidade ambiental e cooperação internacional, posicionando o Brasil como uma voz ativa na construção de um mundo mais justo e equilibrado.






