O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) abriu apuração para investigar possíveis irregularidades em um contrato emergencial firmado pela Prefeitura de Ilhéus, na gestão do prefeito Valderico Júnior (União Brasil), destinado ao fornecimento de merenda escolar. O acordo, que envolve cerca de R$ 15,5 milhões, também inclui como alvos da investigação a secretária de Educação, Evani Cavalcante de Souza Rocha, e a fiscal do contrato, Silvoneide Amaro dos Santos de Almeida.
A denúncia foi apresentada pelo vereador Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva e aponta indícios de dano ao erário, com destaque para um suposto superfaturamento que pode chegar a 366% em itens básicos da alimentação escolar. Além disso, o documento detalha falhas na execução contratual, como alterações nas unidades de medida, de quilogramas para unidades, o que teria provocado pagamentos por volumes superiores aos efetivamente entregues nas escolas da rede municipal.
O caso ganha ainda mais repercussão diante de relatos de falta de merenda em unidades escolares, o que intensifica a pressão sobre a gestão municipal. O TCM estabeleceu um prazo de 20 dias para que os citados apresentem esclarecimentos. Embora o pedido de suspensão imediata do contrato tenha sido negado pela Corte, a investigação segue em curso, ampliando o desgaste político em torno do tema.
No cenário político, a crise pode ultrapassar os limites da gestão municipal e refletir diretamente no desempenho eleitoral do grupo ao qual Valderico Júnior está ligado. Aliado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), o episódio tende a gerar impactos na imagem do bloco político em Ilhéus, especialmente em um contexto onde a educação é tema sensível para a população. A condução do caso e as respostas apresentadas nas próximas semanas podem ser determinantes para o desgaste ou contenção dos efeitos políticos da denúncia.






