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Irmã de Valderico Júnior ocupa cargo comissionado na Prefeitura de Salvador após condenação por improbidade

A nomeação da empresária Luciana Barletta Reis para um cargo estratégico na Prefeitura de Salvador reacende debates sobre critérios de ocupação de funções comissionadas no serviço público. Irmã do prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior, ela ocupa a função de gerente de projetos estratégicos na estrutura municipal da capital baiana, com remuneração que gira em torno de R$ 15,6 mil líquidos. Dados disponíveis no Portal da Transparência indicam valores que incluem salário base e gratificações, levantando questionamentos sobre a compatibilidade entre qualificação técnica e indicação política.

O histórico da nomeada, no entanto, adiciona um elemento ainda mais sensível à discussão. Luciana Barletta Reis foi condenada por improbidade administrativa em 2012, em um episódio ocorrido em Ilhéus envolvendo o uso indevido de recursos públicos, conforme registros do Ministério Público. A reintrodução de seu nome na administração pública, mais de uma década depois, provoca reações diversas e reforça críticas recorrentes sobre a reincidência de figuras envolvidas em controvérsias na máquina estatal.

A trajetória política e familiar também pesa no contexto. Filha do ex-prefeito Valderico Reis, Luciana já ocupou cargo de secretária municipal durante a gestão do pai, em 2003. Sua proximidade com figuras influentes da política local, incluindo relacionamento com o ex-vereador Thadeu Muniz, reforça a percepção de que alianças familiares e redes políticas continuam sendo determinantes para nomeações em cargos estratégicos.

A indicação partiu da gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, aliado do grupo político liderado por ACM Neto. Para críticos, o caso simboliza uma engrenagem política que privilegia conexões em detrimento de critérios técnicos, alimentando suspeitas sobre acordos e alinhamentos entre lideranças regionais. Já defensores argumentam que nomeações em cargos comissionados são prerrogativas do Executivo — ainda que, neste caso, a escolha continue sob forte escrutínio público.

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