A crise na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, expõe um cenário preocupante para mais de 300 estudantes que enfrentam dificuldades para manter sua trajetória acadêmica. A falta de professores já compromete diretamente o andamento dos cursos, especialmente em Geografia, onde 196 alunos não conseguem seguir o fluxo regular de disciplinas. Após pressão da comunidade acadêmica, o Governo do Estado publicou a autorização para a contratação de docentes, medida vista como necessária, mas ainda tardia diante dos prejuízos acumulados ao longo do período sem reposição adequada.
Paralelamente à crise interna, estudantes também lidam com obstáculos diários para chegar à universidade. Nesta semana, mobilizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), realizaram um protesto denunciando as condições precárias do transporte público municipal. A manifestação aponta diretamente para falhas na gestão do sistema, com relatos constantes de ônibus superlotados, longos tempos de espera, tarifas elevadas e veículos sem estrutura mínima de conforto.
As críticas recaem especialmente sobre a administração do prefeito Valderico Junior, responsável pela condução do transporte público municipal. Mesmo com subsídios que alcançam cifras milionárias, o serviço segue marcado por sucateamento, frota insuficiente e ausência de melhorias concretas. Estudantes denunciam que o investimento não se traduz em qualidade, transformando o deslocamento diário em um verdadeiro obstáculo ao acesso à educação.
A situação se agrava com as más condições das estradas e a precariedade do transporte intermunicipal, compondo um cenário que dificulta não apenas o acesso, mas a permanência no ensino superior. Diante disso, cresce a mobilização estudantil e a pressão sobre a gestão de Valderico Junior, cobrada por respostas efetivas. Em meio ao caos no transporte e aos impactos da falta de professores, estudantes seguem questionando até quando a educação continuará sendo tratada como prioridade secundária.





