A revelação de uma possível relação entre o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, e o Banco Master, pertencente ao empresário Daniel Vorcaro, caiu como uma bomba no cenário político baiano. A informação, divulgada pelo jornal O Globo na última terça-feira (11), reacendeu debates sobre transparência e a evolução patrimonial de figuras públicas que disputam cargos eletivos.
Segundo a reportagem, os dados levantam questionamentos sobre o crescimento do patrimônio declarado por ACM Neto ao longo das últimas eleições. Em 2012, quando foi eleito pela primeira vez prefeito da capital baiana, Salvador, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 13,3 milhões. Quatro anos depois, na eleição de 2016, quando conquistou a reeleição, o valor declarado já havia mais que dobrado, alcançando R$ 27,8 milhões.
O aumento patrimonial continuou chamando atenção no pleito de 2022, quando ACM Neto disputou o governo do estado da Bahia. Na ocasião, o político declarou bens que somavam R$ 41,7 milhões. No mesmo ano, de acordo com informações atribuídas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, teriam sido detectados repasses de aproximadamente R$ 3,6 milhões ligados ao Banco Master, o que ampliou o debate público sobre a origem e a natureza dessas movimentações.
Diante desse cenário, especialistas em transparência pública defendem que esclarecimentos detalhados são fundamentais para preservar a confiança da população nas instituições democráticas. Como vice-presidente nacional do União Brasil e possível protagonista nas próximas disputas eleitorais no estado, ACM Neto passa a enfrentar pressão política e pública para explicar os pontos levantados pela reportagem, enquanto o episódio reforça a necessidade de maior rigor e fiscalização sobre relações entre política e setor financeiro.





