O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou no centro do debate nacional uma das pautas mais aguardadas pela classe trabalhadora: o fim da escala 6×1. A proposta, que prevê a redução da jornada para quatro dias de trabalho por semana, pode ser votada na Câmara dos Deputados antes das eleições de outubro, tornando-se um marco histórico nas relações trabalhistas do país. A iniciativa reforça o compromisso do governo Lula com a valorização do trabalhador, a qualidade de vida e a modernização do mercado de trabalho brasileiro.
Auxiliares do Palácio do Planalto demonstram otimismo com a tramitação da matéria, apostando no diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Motta teria sinalizado a aliados disposição para discutir a proposta. O movimento ganha peso político em um momento em que o parlamentar busca a reeleição como deputado federal e articula projetos futuros dentro do Congresso Nacional.
Além da pauta trabalhista, o cenário político na Paraíba também influencia as articulações. Hugo Motta trabalha para viabilizar o nome do pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como candidato ao Senado, em uma disputa que envolve outros nomes próximos ao presidente Lula. Esse contexto amplia o espaço para negociações e reforça o papel do governo federal como protagonista na construção de consensos em torno de temas de interesse social.
A proposta estabelece uma jornada de 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho de oito horas, e é tratada pelo PT como uma das principais vitrines eleitorais do primeiro semestre de 2026. Apesar da resistência de setores da direita e do centrão, que ainda não garantiram maioria para levar o texto à votação, o governo Lula segue empenhado em avançar na pauta, apostando no diálogo e na pressão popular para transformar o fim da escala 6×1 em uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros.





