Com a bola já rolando no Campeonato Baiano, a gestão municipal de Ilhéus, comandada pelo prefeito Valderico Reis, e a Secretaria de Esporte, sob responsabilidade de Vinícius Mendonça, seguem sendo alvo de críticas pela falta de condições do estádio Mário Pessoa. Mesmo após a vitória do Barcelona de Ilhéus por 2 a 0 sobre o Galícia, no último domingo, o jogo precisou ser realizado na Arena Cajueiro, em Feira de Santana. Em nota de repúdio, as torcidas Jovem Barça e Barceloncos lembraram que o clube investiu mais de R$ 100 mil no estádio no ano passado, enquanto a prefeitura não apresentou ações efetivas para garantir que o time jogasse em casa.
A indignação aumenta pelo fato de que, em 2026, o Barcelona continua impedido de atuar em Ilhéus. A prefeitura afirma que está intensificando a manutenção do Mário Pessoa e promete sua liberação ainda este ano, mas a diretoria do clube vê a possibilidade como distante. Segundo o presidente Weliton Nascimento, sequer houve uma reunião com o poder público para discutir soluções, o que reforça o sentimento de descaso com o futebol local.
O secretário Vinícius Mendonça afirma há meses que os trabalhos estão em andamento, porém a população e o clube não enxergam resultados concretos. A expectativa agora é que o estádio só esteja apto a partir da segunda fase da competição ou até mesmo no terceiro ou quarto jogo, mostrando falta de planejamento e de prioridade com o esporte. Para os torcedores, Ilhéus tem no futebol uma de suas maiores expressões de identidade e merece mais respeito por parte da gestão municipal.
Uma torcedora destacou que a melhoria das arquibancadas e, principalmente, do campo é essencial para que os jogos voltem a acontecer na cidade, evitando que a torcida precise se deslocar para outros municípios. Enquanto isso, o Barcelona entra em campo novamente fora de casa nesta rodada, enfrentando o Atlético de Alagoinhas no Carneirão, às 21h30, reforçando a contradição entre o bom desempenho do time e a falta de apoio estrutural em sua própria cidade.






