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80 MILHÕES‼️PF aponta ACM Neto como líder de organização criminosa de esquema em MG

A Polícia Federal apontou, em relatório produzido no âmbito da Operação Overclean, o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, como suposta liderança de uma organização criminosa investigada por contratos públicos que os investigadores consideram fraudulentos e superfaturados. O documento, produzido em novembro de 2025 e divulgado pela CNN Brasil nesta quarta-feira (30), analisa a atuação do grupo ligado ao empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e investiga possíveis irregularidades em contratações públicas em Belo Horizonte.

Segundo a investigação, registros encontrados no celular de Marcos Moura apontaram 232 contatos entre o empresário e ACM Neto entre agosto e dezembro de 2024. A PF sustenta que o grupo teria ampliado sua atuação para a capital mineira após o fim do mandato de ACM Neto na Prefeitura de Salvador, com a ocupação de posições estratégicas na administração municipal. A investigação também aponta pelo menos três contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões, além de outros procedimentos ainda sob apuração.

A PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal medidas de busca e apreensão contra ACM Neto e o bloqueio de bens e valores de até R$ 77,8 milhões. O pedido recebeu manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, mas o ministro Nunes Marques, relator do caso, negou as medidas contra o candidato. Segundo a decisão divulgada pela CNN, o ministro considerou que os elementos apresentados pela PF não eram suficientes para justificar as medidas solicitadas especificamente contra ACM Neto, embora tenha autorizado buscas contra outros investigados para coleta de novas provas.

Em nota, ACM Neto negou qualquer envolvimento nos fatos investigados e classificou a divulgação das informações como uma tentativa de interferência no processo eleitoral baiano. A defesa sustenta que vazamentos seletivos estariam associando o nome do candidato a situações com as quais ele não teria relação e afirma que a decisão de Nunes Marques, ao rejeitar as buscas contra o político, reforçaria a inconsistência das suspeitas. A investigação, contudo, permanece em andamento, e as conclusões apresentadas pela PF constituem elementos investigativos, não uma condenação judicial.

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